O ELO ENTRE A CONSTRUTORA E O CLIENTE

O Corretor de imóveis é um profissional chave para o mercado imobiliário. Sem ele, a aproximação entre as empresas construtoras e seus clientes em potencial seria um verdadeiro abismo. O corretor atua como o elo de ligação entre àqueles que edificam e àqueles que buscam um novo lar ou um bom investimento em imóveis.

Apesar de sua importância, pouco conhecemos sobre sua profissão. Este artigo, tendo como fonte o site do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, resgata um pouco da formação destes profissionais no Brasil.

O Primeiro Corretor de Imóveis

De acordo com o livro “Seleta do Agenciador Imobiliário”, um roteiro escrito por Gildásio Lopes Pereira, o desenvolvimento urbano tornou-se uma realidade apenas depois da transferência da família real para o Brasil, no princípio do século XIX, em 1807:

“O Rio de Janeiro era um pequeno burgo de ruas estreitas, cobertas de mato e iluminadas a candieiro de óleo de baleia. Mal podia acolher a Família Real. Quando a numerosa caravana ali chegou, viu-se que não havia moradia para ela. Então, o próprio Príncipe-Regente mandou requisitar as casas de residência dos habitantes da cidade. Enxotava os moradores e mandava pintar as fachadas das casas as letras maiúsculas ‘PR’ (Príncipe Real) que os despejados traduziam como ‘Ponha-se na Rua’, ou ‘Prédio Roubado’. A revolta popular foi tão grande que muitos portugueses recusaram a moradia tomada dos locais e se propuseram a indenizá-los particularmente. Foi então que surgiu um cidadão muito atilado, que passou a intermediar as negociações: Antônio Armando Mariano de Arantes Costa. Foi, de fato, o primeiro corretor de imóveis do Brasil”.

Século XX: surge a profissão

A sociedade brasileira, no início do século XX, ainda era estratificada, a posição social era determinada pela propriedade fundiária, a maior parte da população vivia na zona rural. Ainda era inexpressiva a classe média ou de industriais, já que a economia brasileira era caracterizada como agroexportadora, principalmente de café. Surge a pequena burguesia, ligada ao funcionalismo público e às atividades especulativas financeiras. O desenvolvimento das cidades faz com que a comercialização de imóveis, por intermédio dos anúncios em jornal, se tornasse constante, passando a existir como forma de vida, como profissão.

O Corretor de Imóveis nessa época era conhecido como agente imobiliário. Como não existiam cursos de formação relativos à área, a “escola da vida” acabou formando os primeiros profissionais, que passaram a viver exclusivamente da intermediação imobiliária.

O Futuro da profissão

A prestação de serviços e o apoio na realização do melhor negócio ganharam destaque entre as principais características da profissão. O trabalho do Corretor do século XXI não se restringe mais à comercialização de imóveis. Em tempos de informática e alta velocidade na transmissão de informações, para ser bem-sucedido e conquistar a confiança do cliente é necessário estar bem preparado.

A competitividade do mercado de trabalho leva o cliente a escolher o profissional melhor preparado. O acesso a todo o tipo de informação fornece melhores subsídios para a avaliação de imóveis e para desenvolvimento de um trabalho de qualidade. Com isso, o Corretor passa a agir como um consultor, assessorando o cliente em todas as fases da comercialização do imóvel.

Site do Cofeci: www.cofeci.gov.br

Luiz Gustavo Cruz

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